O programa Pode Falar, voltado à saúde mental de adolescentes e jovens, passou a integrar o aplicativo Meu SUS Digital no final de julho. A ferramenta gratuita oferece teleatendimento para a faixa etária de 13 a 24 anos e já estava disponível em site próprio.

    Com a mudança, o Ministério da Saúde espera ampliar o acesso do público-alvo a recursos especializados. A previsão é que os atendimentos mensais saltem de 1,1 mil para 11 mil.

    Como acessar e usar o serviço

    O Pode Falar está na área de “aplicações” do aplicativo, no rodapé da tela. Após rolar a lista até a última opção, o usuário pode escolher ser atendido de forma anônima. O primeiro contato é feito por um chatbot, que apresenta conteúdos simples sobre saúde mental e faz uma triagem dos casos antes do atendimento humano.

    Mensagens com indicativos de maior risco são priorizadas na fila por meio de inteligência artificial, gerando um alerta de urgência para a equipe.

    O funcionamento ocorre de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília). O teleatendimento é feito por estudantes de graduação e pós-graduação de psicologia, medicina e educação, com supervisão de professores e protocolos específicos.

    O programa é fruto de parceria entre o Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

    Outros canais de apoio

    A proposta do Pode Falar é servir como porta de entrada para o cuidado em saúde mental, orientando os jovens a procurar atendimento presencial quando preciso. Nesses casos, o caminho pode começar em uma unidade básica de saúde (UBS), com encaminhamento para especialistas.

    Pessoas de qualquer idade em crise também podem recorrer ao Centro de Valorização da Vida (CVV), que atende 24 horas pelo telefone 188, além de chat, e-mail e site oficial.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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