Os adesivos de nicotina são uma opção para quem tenta parar de fumar, mas o uso isolado do produto tem limitações. A avaliação é de especialistas, que recomendam a combinação com outros métodos de reposição de nicotina, como chicletes ou sprays, para aumentar as chances de sucesso no tratamento.

    O adesivo faz parte das terapias de reposição de nicotina, que incluem também pastilhas e sprays nasais. A função é entregar a substância que causa dependência sem os outros componentes tóxicos do cigarro, como o alcatrão. A diferença do adesivo é que ele libera uma quantidade constante de nicotina pela pele ao longo do dia.

    A dosagem do adesivo é definida conforme o histórico do paciente, levando em conta quantos cigarros ele fumava por dia. A resposta ao tratamento, no entanto, varia de pessoa para pessoa. Enquanto alguns relatam boa eficácia, outros não sentem o mesmo efeito.

    Uma das limitações do adesivo é que ele não age nos momentos de desejo intenso de fumar, os chamados cravings. Nesses picos, o organismo pode precisar de uma dose maior de nicotina de forma rápida, o que o adesivo não consegue oferecer. Por isso, a orientação é aliar o adesivo a um método de liberação rápida, como chicletes ou sprays.

    A dependência do cigarro não é apenas química. Muitos fumantes têm uma relação de rotina com o ato de fumar, associado a horários ou atividades específicas. Nessas situações, o adesivo sozinho não supre a necessidade que surge nesses momentos.

    Uma revisão de estudos publicada em 2023 analisou 68 trabalhos com mais de 43 mil pessoas que tentavam parar de fumar. A conclusão foi que qualquer método isolado aumenta as chances de abandonar o vício de forma parecida. Já a combinação do adesivo com uma forma de entrega rápida de nicotina elevou as probabilidades de sucesso entre 17% e 37%.

    Mesmo com a combinação, os métodos podem não funcionar para todos. A orientação é que quem deseja parar de fumar busque acompanhamento médico. Usar adesivos ou outras formas de reposição de nicotina por conta própria pode levar à superdosagem da substância, com riscos à saúde.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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