O medicamento Foundayo (orforglipron), da farmacêutica Eli Lilly, foi aprovado no Reino Unido nesta segunda-feira (10). A liberação torna o país o primeiro da Europa a autorizar o uso da pílula, que já havia recebido aval da FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos, em abril.

    O Foundayo é um comprimido de uso diário para o tratamento de diabetes tipo 2 e controle da obesidade. A novidade em relação a outros remédios da mesma classe, como o Mounjaro, também da Eli Lilly, é a forma de administração: em vez de injeções, o paciente toma um comprimido, o que pode facilitar a adesão ao tratamento.

    O medicamento pertence à classe dos agonistas de GLP-1. No organismo, ele atua retardando o esvaziamento gástrico, o que ajuda no controle da insulina, na redução do apetite e no aumento da sensação de saciedade.

    No Reino Unido, as indicações para perda de peso são as mesmas das canetas injetáveis: pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, sem outras condições de saúde, ou acima de 27, desde que tenham ao menos uma comorbidade associada. O uso deve ser contínuo e combinado com dieta e exercícios físicos.

    Os efeitos colaterais são parecidos com os de outros remédios da mesma classe, como náusea, constipação, vômitos e indigestão, principalmente na fase de ajuste de doses. O comprimido não deve ser usado junto com as versões injetáveis. Pacientes que já usam canetas e quiserem mudar precisam de orientação médica.

    No Brasil, não há previsão para a chegada do Foundayo. O medicamento ainda está em análise pela Anvisa. Versões do orforglipron vendidas no país atualmente são irregulares, vindas do Paraguai, sem garantia de segurança ou eficácia. Se for aprovado, o preço será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), e a fabricante poderá iniciar as vendas conforme sua estratégia comercial. Nenhuma dessas etapas tem prazo definido.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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