O pesquisador e ativista Carlos Moreno, urbanista franco-colombiano, lança no Brasil o livro “Direito à Cidade”. Na obra, ele propõe a transformação do modelo urbano atual, que chama de “cidade-mundo”, para a “cidade de 15 minutos”.

    Moreno é uma das vozes mais reconhecidas internacionalmente por seu trabalho em repensar as cidades. O objetivo é tornar os municípios mais sustentáveis e benéficos para a saúde das pessoas e do planeta.

    Em “Direito à Cidade”, o autor defende a necessidade de desconstruir territórios marcados pelo distanciamento e pela desigualdade social. Ele critica o modelo governado pela cultura automotiva e industrial.

    O novo paradigma proposto por Moreno busca erigir um espaço onde o acesso a cuidados, lazer e trabalho seja possível em até 15 minutos. Esse modelo inclui a presença de áreas verdes e espaços dedicados ao florescimento humano.

    Dois modelos em contraste

    O livro expõe as diferenças entre a “cidade-mundo” e a “cidade de 15 minutos”. No modelo atual, o transporte prioriza o automóvel individual, gerando poluição e trânsito. O concreto cria ilhas de calor e toxinas no ar. As distâncias são grandes, com uma clara divisão entre centro e periferia, o que alimenta a falta de oportunidades e a insegurança.

    Já na “cidade de 15 minutos”, as distâncias são encurtadas para trabalho e lazer. Há presença de árvores e parques. A locomoção a pé e de bicicleta é prioridade, o que é benéfico para o corpo e para a cidade. A tecnologia é usada para mapear desafios e propor soluções.

    Ficha técnica do livro

    Título: “Direito à Cidade: Da ‘Cidade-Mundo’ à ‘Cidade dos 15 Minutos'”

    Autor: Carlos Moreno

    Tradução: Rosemary C. Abílio

    Editora: WMF Martins Fontes

    Páginas: 144

    O livro está disponível para compra em plataformas como a Amazon, pelo valor de R$ 74,90.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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