O cantor Roberto Carlos, de 85 anos, vai passar por uma cirurgia para remoção da vesícula biliar. A informação foi confirmada pela assessoria do artista na quarta-feira (22). A equipe informou que a recuperação “é rápida” e não deve afetar a agenda de shows já programada.

    A cirurgia de vesícula, chamada de colecistectomia, é um procedimento comum. Ela é indicada principalmente quando há formação de cálculos biliares, conhecidos como pedras na vesícula. A operação também pode ser necessária em casos de inflamação no órgão, a colecistite.

    O procedimento geralmente é feito por videolaparoscopia. Essa técnica é minimamente invasiva e usa pequenas incisões de cerca de um centímetro no abdômen. Por meio desses cortes, o cirurgião insere pinças e uma microcâmera para remover a vesícula. A cirurgia costuma durar menos de duas horas e exige anestesia geral.

    A recuperação com a videolaparoscopia tende a ser mais rápida. Isso acontece porque a técnica evita grandes cortes no abdômen. Muitos pacientes recebem alta em até 24 horas e podem retornar às atividades normais em cerca de uma semana. O tempo de recuperação pode variar conforme a idade e as condições de saúde de cada pessoa.

    Após a cirurgia, o principal cuidado é com a alimentação. Sem a vesícula, o corpo pode ter mais dificuldade para digerir alimentos gordurosos ou ricos em fibras. Por isso, um acompanhamento nutricional é recomendado. Os médicos também ficam atentos a possíveis complicações, como sangramentos, infecções e refluxo biliar.

    O que é a vesícula biliar

    A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado no lado direito do abdômen, abaixo do fígado. Sua função é armazenar a bile, um líquido produzido pelo fígado que ajuda na digestão de gorduras. Viver sem a vesícula não impede uma vida normal, pois o fígado continua produzindo a bile, que passa a ir direto para o intestino.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.