O documentário “Anatomia do Caos” reconstrói os bastidores da CPI da Covid-19. A cineasta Dandara Ferreira afirma: “Não estávamos apenas diante de uma pandemia, mas de uma tragédia agravada por escolhas humanas”. A obra foi publicada em 2 de julho de 2026, por André Bernardo.
O filme revisita o período da pandemia e mostra como a tragédia foi intensificada por decisões políticas. A produção também destaca o impacto nas vítimas e a ausência de responsabilização dos 78 indiciados pela CPI. A cineasta discute o papel do cinema na preservação da memória histórica.
Entre os relatos do documentário está o do taxista Márcio, pai de uma vítima da Covid-19. A CPI da Covid-19 resultou no indiciamento de 78 pessoas, mas não houve condenações até o momento. Dandara Ferreira aborda a persistente impunidade no contexto das grandes tragédias nacionais.
A obra busca preservar a memória e fomentar o debate sobre negacionismo e responsabilidade. O documentário usa imagens de arquivo e depoimentos para mostrar os bastidores da comissão parlamentar de inquérito.
Contexto da CPI da Covid-19
A CPI da Covid-19 foi instalada no Senado Federal em abril de 2021 para investigar ações e omissões do governo federal durante a pandemia. A comissão durou seis meses e ouviu dezenas de testemunhas. O relatório final, aprovado em outubro de 2021, pediu o indiciamento de 78 pessoas, incluindo autoridades e empresários.
Entre os indiciados estavam o presidente da República na época, Jair Bolsonaro, e seus três filhos. As acusações incluíram crimes como prevaricação, charlatanismo e incitação ao crime. Até o momento, nenhum dos indiciados foi condenado pela Justiça.
O documentário “Anatomia do Caos” usa esses fatos como pano de fundo para discutir a impunidade. A cineasta Dandara Ferreira afirma que o cinema pode ajudar a preservar a memória histórica e evitar que tragédias como essa se repitam. A obra está disponível em plataformas de streaming.

