As classificações de café encontradas nos supermercados, como Extraforte, Tradicional, Superior, Gourmet e Especial, indicam diferenças na seleção dos grãos, no processo de torra e no sabor final da bebida. Essas características também podem influenciar a quantidade de compostos benéficos à saúde preservados no produto.

    O café Extraforte passa por uma torra mais escura, o que resulta em um pó fino e uma bebida de sabor amargo e marcante, sem acidez ou doçura perceptíveis. Esta categoria costuma ser a mais barata, pois a torra intensa pode mascarar defeitos de grãos de qualidade inferior, sendo a opção que oferece menos benefícios à saúde.

    O café Tradicional é o tipo mais consumido no Brasil. Feito com grãos arábica, canéfora (robusta) ou uma mistura dos dois, apresenta amargor moderado a alto e sabor que varia conforme a marca. Por ter uma seleção de grãos menos rigorosa, o preço é mais acessível.

    O café Superior representa um avanço na qualidade. Os grãos passam por uma seleção mais criteriosa, resultando em uma bebida mais equilibrada, com amargor moderado, leve acidez e aroma mais agradável. O preço é mais elevado e o produto pode ser encontrado em grãos.

    O café Gourmet é produzido com grãos de alta qualidade e torra média, que preserva as características naturais do café. A bebida tem baixo amargor, acidez equilibrada e doçura moderada a alta. Na escala da Specialty Coffee Association (SCA), esses produtos recebem de 75 a 80 pontos.

    O café Especial é a categoria mais saudável. Feito com grãos perfeitos, sem defeitos, precisa receber no mínimo 80 pontos na avaliação da SCA. A torra cuidadosa preserva os compostos bioativos do grão, como os compostos fenólicos com capacidade antioxidante. A cientista de alimentos Elizabeth Torres, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, afirma que estudos mostram efeitos na proteção contra câncer, diabetes, pressão alta e doenças do fígado, desde que o consumo seja de café de boa qualidade e na medida certa.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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