O uso de canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro pode provocar azia e refluxo gastroesofágico. Esse efeito colateral é comum e está descrito nas bulas dos medicamentos. O desconforto ocorre porque esses remédios retardam o esvaziamento do estômago, uma das principais ações dos agonistas de GLP-1.

    Com a digestão mais lenta, a pressão no estômago aumenta. Isso faz com que o conteúdo gástrico volte para o esôfago, causando o refluxo. Como esse material é ácido, ele irrita a mucosa do trato digestivo, gerando a sensação de azia.

    De acordo com a bula, até uma em cada dez pessoas que usam esses medicamentos pode apresentar o problema. Ainda assim, a maioria dos pacientes não sente esse desconforto. Os motivos que levam algumas pessoas a ter azia e outras não ainda não são totalmente conhecidos. Fatores como a saúde de cada paciente, o tipo de medicamento e a dose utilizada podem influenciar.

    Como aliviar o desconforto

    As orientações para aliviar a azia causada por Ozempic e Mounjaro são parecidas com as recomendações para quem sofre do problema sem usar esses remédios. O uso de antiácidos pode ajudar. Mudanças de hábito, como evitar deitar logo após as refeições e usar um travesseiro mais alto à noite, também são medidas indicadas.

    Quem usa essas canetas precisa de atenção redobrada, pois o medicamento pode interferir na absorção de remédios orais, inclusive os usados contra a azia. Se o sintoma persistir ou piorar, é necessário procurar o médico que receitou o tratamento. Somente ele poderá avaliar o caso e indicar a melhor conduta.

    Não se deve interromper o uso da semaglutida ou da tirzepatida por conta própria. Em muitos casos, ajustes na dose ou na rotina resolvem o problema. A suspensão abrupta do medicamento pode causar um efeito “rebote” no apetite e levar ao ganho rápido de peso, prejudicando o resultado do tratamento.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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