O advogado Tiago Martins Pitthan, que ficou conhecido nacionalmente por realizar o próprio “velório em vida” no fim de maio, morreu neste domingo, 5, em Campo Grande (MS). Ele tinha 47 anos.

    Tiago havia sido diagnosticado com câncer de estômago. Quando os médicos informaram que não havia mais possibilidade de cura, ele decidiu organizar uma celebração de sua vida.

    O câncer de estômago é um tumor que pode aparecer em qualquer parte do órgão. Ele se manifesta pelo crescimento anormal de células malignas. Os primeiros sinais incluem dores de barriga, dificuldade para engolir, náusea e vômitos. Porém, é comum que a doença seja assintomática no início, o que dificulta o diagnóstico precoce.

    Fatores de risco incluem problemas que afetam a mucosa gástrica, como refluxo não controlado, histórico familiar, tabagismo, alcoolismo e dieta desregrada. Infecções crônicas pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori) têm forte relação com o desenvolvimento da doença. O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio e da saúde do paciente.

    Quem foi Tiago Pitthan

    Advogado e turismólogo, Tiago era conhecido nas redes sociais como “Bom Sujeito”. O diagnóstico de adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago, veio no início de 2024. Ele percebeu que estava com dificuldades para comer durante o Réveillon anterior.

    Em entrevistas, Tiago contou que a ideia do “velório em vida” surgiu após a morte do pai. Ele viu amigos e familiares se despedindo com histórias e momentos felizes, e pensou que o pai poderia ter aproveitado mais se tivesse reunido as pessoas antes da despedida.

    Quando o câncer se tornou incurável, Tiago decidiu ter esse momento. O evento ocorreu em 30 de maio, 36 dias antes de sua morte, e reuniu cerca de 800 pessoas. Em sua despedida nas redes sociais, ele disse: “tudo valeu a pena, tive uma vida boa, e é isso, eu venci, porque eu venci todos os dias, a vida valeu”.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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