O pembrolizumabe (Keytruda), uma imunoterapia usada contra dezenas de tipos de câncer, ganhou uma nova versão subcutânea no Brasil. O medicamento é produzido pela farmacêutica MSD. Seu uso foi aprovado pela primeira vez em 2014, nos Estados Unidos, pela Food and Drug Administration (FDA). No Brasil, a fórmula chegou em 2018, com liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O medicamento já tem mais de 40 indicações aprovadas no país. A nova forma de aplicação, a subcutânea, foi aprovada pela Anvisa em junho. Ela pode reduzir em até 95% o tempo de aplicação em comparação com a versão intravenosa. A nova versão é aprovada para as mesmas indicações clínicas da fórmula intravenosa. A escolha da forma de tratamento depende da avaliação da equipe médica e da preferência do paciente.
O pembrolizumabe age estimulando o sistema imunológico a reconhecer e destruir células tumorais. Ele bloqueia um mecanismo que alguns tumores usam para escapar das células de defesa. Por atuar no sistema imunológico, e não diretamente no tumor, o medicamento é usado para tratar diversos tipos de câncer.
As principais áreas terapêuticas incluem melanoma, carcinoma cutâneo de células escamosas, câncer de pulmão de células não pequenas, mesotelioma, carcinoma urotelial (bexiga), linfoma de Hodgkin clássico, carcinoma de células renais, câncer de cabeça e pescoço, câncer de esôfago, câncer gástrico, câncer do trato biliar, câncer de endométrio, câncer de mama triplo-negativo, câncer do colo do útero e câncer de ovário. O medicamento pode ser indicado em estágios iniciais e avançados, dependendo da doença, e pode ser usado sozinho ou combinado com outros remédios.
Os efeitos adversos mais comuns são leves ou moderados, como fadiga, diarreia, náuseas, erupções cutâneas, coceira, dor no corpo e alterações na tireoide. Quando usado sozinho, a queda de cabelo não costuma ser um efeito frequente. Reações mais graves, incluindo respostas autoimunes, devem ser avaliadas por um médico imediatamente.
O medicamento movimentou cerca de US$ 7,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026. No Brasil, cada ampola de 100 mg/4 mL custa a partir de aproximadamente R$ 15 mil. O custo anual do tratamento pode ultrapassar R$ 470 mil. O medicamento está disponível no SUS apenas para melanoma avançado. Planos de saúde são obrigados a cobrir o custo se houver prescrição médica. Não há versão genérica do medicamento. A patente expira em 2028.

