O milho, cereal comum na culinária latino-americana, é um alimento versátil e nutritivo. Presente em pratos como o elote mexicano e o locro argentino, ele também é destaque nas festas juninas e julinas brasileiras, especialmente na versão cozida.

    Segundo especialistas, o milho cozido é a preparação mais simples do cereal e a melhor opção para quem deseja preservar os nutrientes sem adicionar muito sódio ou gorduras. Rico em fibras e antioxidantes, o consumo do grão pode ajudar a regular o organismo e prevenir doenças.

    Benefícios para a saúde

    O milho auxilia no bom funcionamento do intestino devido à alta concentração de fibras insolúveis. Essas fibras aumentam o volume do bolo fecal e estimulam as contrações naturais do sistema digestório. O amido presente no grão serve de alimento para as bactérias que vivem no intestino, ajudando a regular a microbiota.

    O cereal também é rico em antioxidantes, como luteína e zeaxantina, carotenoides que protegem a retina. Essas substâncias preservam os olhos da ação de radicais livres, prevenindo doenças oculares relacionadas à idade, como catarata e degeneração macular.

    Além dos antioxidantes, o milho é formado por vitaminas e minerais essenciais. As vitaminas do complexo B auxiliam o sistema nervoso central, protegem as articulações e ajudam no funcionamento do coração. Elas também fazem bem para a pele e o cabelo. O grão fornece vitamina A, associada à saúde ocular, além das vitaminas C e K, importantes para fortalecer a imunidade e melhorar a função da tireoide.

    Os minerais presentes no milho incluem ferro, potássio e cálcio. O cálcio é fundamental para manter a saúde dos ossos, enquanto o potássio está associado à regulação da pressão arterial.

    Por ser composto por carboidratos complexos, que o corpo demora mais para digerir, o milho cozido é uma boa fonte de energia. Ele proporciona saciedade prolongada quando comparado a outros itens ricos em carboidratos. O alimento tem baixo índice glicêmico, ou seja, durante a digestão, não cria picos de glicose no sangue como os carboidratos mais simples e alimentos açucarados. As fibras insolúveis também prolongam a sensação de saciedade.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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