A cardiomiopatia é uma doença que afeta o músculo cardíaco. A condição pode fazer com que o coração endureça, aumente de tamanho ou engrosse, além de provocar a formação de tecido cicatricial, o que dificulta o bombeamento eficaz do sangue para o restante do corpo. A doença pode levar aos sintomas clássicos da insuficiência cardíaca ou ocasionar outras doenças graves no coração.

    Existem vários tipos de cardiomiopatia. Estima-se que a mais comum, a cardiomiopatia hipertrófica (CMH), tenha prevalência de 1 em cada 500 adultos, e pode afetar indivíduos de qualquer idade.

    Causas e sintomas

    As causas da cardiomiopatia muitas vezes podem ser desconhecidas. Entretanto, há uma série de fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento da doença. Problemas cardíacos subjacentes, histórico familiar de insuficiência cardíaca, cardiomiopatia ou parada cardíaca súbita, uso prolongado de substâncias químicas ou álcool e sedentarismo podem estar entre eles.

    De início, a cardiomiopatia pode ser assintomática. Ou seja, nos estágios iniciais, é comum que o paciente não apresente nenhum sinal da doença. À medida que a condição avança, porém, podem surgir sintomas comuns a diferentes tipos de insuficiência cardíaca.

    Entre eles estão falta de ar, dificuldade para respirar, dor no peito (especialmente após atividades físicas ou refeições pesadas), batimentos cardíacos acelerados, fadiga, tosse e arritmia. Além disso, podem ocorrer dificuldade para dormir, tonturas e inchaço nas pernas, tornozelos, pés ou na região do abdômen.

    Os principais tipos de cardiomiopatia

    Existem quatro manifestações mais comuns da cardiomiopatia (embora outros tipos também possam ocorrer). São elas:

    Cardiomiopatia hipertrófica: É a doença cardíaca de origem genética mais comum. Nesse tipo, ocorre uma hipertrofia do ventrículo esquerdo, fazendo com que o músculo do coração fique anormalmente espesso e endurecido, o que dificulta o trabalho cardíaco.

    Cardiomiopatia dilatada: Caracteriza-se por alterações no músculo cardíaco, nas quais os ventrículos aumentam de tamanho e perdem força para bombear o sangue de forma adequada.

    Cardiomiopatia restritiva: Ocorre quando os músculos dos ventrículos do coração se tornam rígidos e menos flexíveis. Pode afetar pessoas mais velhas e levar à insuficiência cardíaca.

    Cardiomiopatia do ventrículo direito arritmogênico (ARVC): É um tipo mais raro, que afeta principalmente o ventrículo direito, causando taquiarritmias ventriculares e aumentando o risco de morte súbita. Nesse quadro, o tecido muscular é substituído por gordura e tecido fibroso (cicatrizes), o que pode provocar alterações no ritmo cardíaco.

    Tratamento

    É importante notar que os tratamentos para a cardiomiopatia não curam a condição. No entanto, eles podem auxiliar o paciente no controle dos sintomas, além de retardar a progressão da doença. Mudanças de hábitos também são um passo importante, especialmente aquelas que tem como objetivo fortalecer o coração.

    Recomenda-se, assim, consumir alimentos com baixo teor de gordura e sal, praticar exercícios físicos regularmente, manter o sono regulado e reduzir os níveis de estresse no dia a dia. Além disso, dependendo da causa (muitas vezes associada a condições médicas subjacentes), alguns medicamentos podem ser recomendados para melhorar o fluxo sanguíneo do paciente.

    De maneira geral, o manejo dependerá do tipo de cardiomiopatia e de sua gravidade. Pessoas com casos mais graves da doença, inclusive, podem precisar passar por um transplante de coração. Por isso, recomenda-se procurar orientação médica para avaliar cada situação conforme as características individuais do caso.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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