Quem vê uma sala de barre de fora, com um espelhão e a famosa barra na parede, pode até achar que vai rolar uma aula de balé. Mas é só impressão. O barre combina exercícios funcionais, movimentos de baixo impacto e até elementos da ioga para fortalecer o corpo todo. E se engana quem acha que é fácil: apesar de bonito e delicado de assistir, é desafiador ao praticar.
“Há uma clara inspiração nas linhas do balé, com aquela delicadeza, mas é uma atividade de alta intensidade que integra a barra para garantir equilíbrio e precisão de movimentos”, explica a educadora física Samia Grimaldi, professora do BBarre, primeiro estúdio totalmente voltado à modalidade, em São Paulo.
Apesar disso, é uma modalidade divertida, em que você se desafia fazendo movimentos diferentes na acolhedora atmosfera de aulas coletivas. Vale experimentar.
Os pilares do treino
O barre cobra intensidade. O movimento curto mantém os músculos sob tensão constante, em alta demanda. As várias repetições promovem fadiga muscular, melhoram a resistência e ajudam a refinar a execução.
A postura alinhada exige coluna reta, ombros encaixados e o abdômen ativado. Com o apoio da barra, a segurança é maior, pois exige baixo impacto das articulações. Cada um pode ir no seu ritmo. A tonificação vem de sustentar posições e repetir movimentos, o que turbina os músculos e o condicionamento.
A repórter Ingrid Luisa testou a modalidade no BBarre com a professora Samia. Ela atesta que os músculos lembraram daqueles 45 minutos por vários dias. O treino foi intenso, os movimentos curtos e repetitivos fizeram tudo queimar, mas a fluidez e o ritmo da música deixaram a sessão leve e divertida. Ela afirmou que não passou rápido, mas valeu a pena e a surpreendeu, já querendo fazer novamente.

