O gengibre vem ganhando destaque na ciência. A dúvida sobre se o consumo da raiz pode aumentar a pressão arterial é comum entre hipertensos. A resposta, no entanto, é que o impacto é oposto.

    A hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada por níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Com isso, o coração precisa fazer um esforço maior para bombear o sangue. Fatores como obesidade, sedentarismo, estresse, tabagismo e consumo excessivo de álcool ou sódio podem contribuir para a doença, que também é comum em pessoas com predisposição hereditária.

    Em poucas palavras, o gengibre não aumenta a pressão. Muito pelo contrário: a raiz possui propriedades com potencial preventivo contra doenças cardiovasculares, contribuindo para a diminuição da hipertensão e o controle da pressão arterial.

    Um estudo realizado em 2025 aponta que compostos como o 6-shogaol e o 9-gingerol, ao lado de outros componentes bioativos do gengibre, exercem um papel importante na redução da pressão arterial, na melhora do perfil lipídico e na proteção dos vasos sanguíneos. A ação sobre a dilatação dos vasos pode ajudar na prevenção de problemas como trombose, AVC e infarto.

    Esses compostos também apresentam propriedades anti-inflamatórias e antieméticas, que podem ajudar a relaxar os músculos do estômago e do intestino, além de aliviar náuseas e vômitos. Entretanto, pacientes hipertensos não devem substituir medicamentos prescritos pelo consumo de gengibre. A recomendação é sempre consultar um médico para avaliar cada caso.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.