A farinha de amêndoas é uma alternativa nutritiva e sem glúten à farinha de trigo, sendo cada vez mais usada por quem busca substituir o ingrediente tradicional. O produto é feito com amêndoas branqueadas em água fervente, que depois passam por remoção da casca e moagem. O resultado é um pó fino, com sabor levemente adocicado.

    Por não conter glúten, a farinha é comum em receitas de produtos assados, onde costuma deixar a textura mais densa e úmida. O alimento também é rico em vitamina E, um antioxidante que age contra os radicais livres, moléculas que aceleram o envelhecimento celular e aumentam o risco de doenças cardíacas, problemas crônicos e câncer.

    Outro nutriente em destaque é o magnésio, que ajuda no controle do açúcar no sangue, reduz a resistência à insulina e contribui para manter a pressão arterial em níveis mais baixos. A farinha tem baixo teor de carboidratos e é fonte de gorduras saudáveis e fibras, algo que não ocorre com muitos alimentos feitos com trigo refinado.

    Para pessoas com doença celíaca ou intolerância ao glúten, a farinha de amêndoas é uma opção indicada. Porém, é preciso atenção ao comprar: alguns produtos podem conter traços de glúten se forem fabricados em equipamentos que também processam cereais com a proteína. A informação deve estar no rótulo, por isso é recomendado ler a embalagem, a tabela nutricional e os alertas da lista de ingredientes.

    O consumo deve ser moderado, já que a farinha de amêndoas é calórica. Em volume, ela tem cerca de 50% mais calorias do que a farinha de trigo.

    Como usar no dia a dia

    A farinha de amêndoas pode entrar em diversas refeições. No café da manhã, serve para preparar panquecas proteicas, waffles ou para engrossar smoothies, aumentando as fibras e proteínas da bebida.

    No almoço e no jantar, o ingrediente pode ser usado para empanar peixes, frangos ou carnes, dando crocância aos pratos. Também funciona como agente aglutinante em almôndegas e bolos de carne.

    Para sobremesas sem glúten, a farinha é opção em cookies, muffins, pão de banana e macarons franceses. Ela também pode servir de base para massas de pizza mais crocantes e com menos carboidratos.

    Por ter alto teor de gordura, a farinha pode ficar rançosa se exposta ao calor e à luz. O ideal é guardá-la em recipiente fechado, na geladeira ou no freezer.

    Fátima Watanabe

    Formada em biblioteconomia pela UFMG, Fátima Watanabe começou na sua área escrevendo artigos sobre as obras de Dante Alighieri e sua importância dentro da literatura. Hoje, Fátima passa seus dias como pesquisadora de sua área, integrando o uso de palavras-chave na pesquisa didática e ainda escreve editoriais e artigos no Revista Top Saúde.

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