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Fonoaudiologia

Zumbido no ouvido: o que pode ser e quem avalia

Zumbido tem causas variadas e pede avaliação profissional.

Redação da Revista Top Saúde · Publicado em · Revisado em

Conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas, sem revisão clínica. As fontes estão listadas no fim da página.

Profissão
Fonoaudiologia
No SUS
atenção básica e serviços especializados
Revisado em
28/10/2026

O que a área trata

Zumbido é a percepção de um som que não vem de fora: um chiado, um apito, um ruído que a pessoa escuta e que as outras pessoas ao redor não escutam. A página de Dicas em Saúde do Ministério da Saúde, publicada em 2020, descreve o zumbido como um sintoma, e não como uma doença específica, com uma ou várias causas possíveis. Para quem chega aqui perguntando o que o zumbido pode ser, a resposta é que só uma avaliação profissional, que olha para a pessoa e para a história dela, diz o que ele é em cada caso.

Este site não lista causas de zumbido, não sugere exames e não indica conduta. Uma lista de causas, lida por alguém preocupado, tende a produzir dois efeitos opostos, e os dois são ruins: a pessoa se assusta com a causa mais grave, ou se convence de que é a mais simples e adia o atendimento. Nenhum dos dois ajuda.

A tontura é outra queixa que costuma aparecer junto, ou separada, e que também pede avaliação. Ela envolve o equilíbrio, que depende de vários sistemas do corpo trabalhando juntos, entre eles o sistema vestibular, que fica no ouvido interno.

Na fonoaudiologia, as duas queixas têm lugar em áreas definidas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. A Audiologia, descrita na Resolução CFFa nº 320/2006, é o campo voltado à prevenção, ao diagnóstico e à reabilitação da função auditiva e vestibular. A Otoneurologia, criada pela Resolução CFFa nº 718/2023, trata da avaliação e da reabilitação do sistema vestibular e do equilíbrio corporal humano, e a resolução prevê que o fonoaudiólogo dessa área participe de equipe multiprofissional, contribuindo para o diagnóstico funcional e para a reabilitação.

O médico tem papel central nesse cuidado. O otorrinolaringologista, e conforme o caso outros médicos, avaliam as possíveis origens das queixas e definem a conduta médica. A fonoaudiologia contribui com a avaliação da audição e do equilíbrio e, quando indicado, com a reabilitação. As duas atuações se completam.

De onde vem a queixa e quem avalia

A procura costuma partir da própria pessoa, da família ou de um médico que a acompanha, e às vezes de programas de saúde da empresa, no caso de trabalhadores expostos a ruído. Em pessoas idosas, a família costuma participar da procura e das consultas.

O que está por trás da queixa é o que a avaliação examina. A pessoa não precisa chegar sabendo descrever o que sente com termos técnicos, nem decidir sozinha se é algo passageiro. O relato com as próprias palavras já é útil para quem avalia, mas não diz, sozinho, de onde vem o problema. Quem avalia são o médico, em especial o otorrinolaringologista, e o fonoaudiólogo, cada um na sua atribuição.

O que levar para a primeira consulta

  • exames de audição anteriores e relatórios médicos, se houver;
  • a lista dos medicamentos em uso;
  • o pedido de encaminhamento, se houver;
  • as perguntas escritas, para não esquecer nenhuma na hora.

Como costuma ser a avaliação

O caminho da avaliação costuma combinar a consulta médica e a avaliação fonoaudiológica. A ordem entre elas depende do serviço e do caso, e um profissional pode encaminhar ao outro.

Na consulta, o profissional costuma começar pela história: quando o zumbido ou a tontura começaram, em que situações aparecem, o que mudou na rotina, quais são as condições de saúde, os medicamentos em uso, a exposição a ruído e a história da audição. Essa conversa é detalhada, porque é a partir dela que o profissional decide o que investigar.

A avaliação fonoaudiológica costuma examinar a audição e, quando a queixa envolve equilíbrio, o funcionamento do sistema vestibular. A Resolução CFFa nº 718/2023 cita a avaliação instrumental e não instrumental do sistema vestibular entre as atribuições da Otoneurologia. Que procedimentos serão usados, e se são necessários, é decisão de quem avalia, conforme a história de cada pessoa.

Ao final, os profissionais explicam o que encontraram e qual é o caminho. Em alguns casos ele inclui acompanhamento fonoaudiológico, em outros, conduta médica, e muitas vezes as duas coisas. Essa decisão é individual.

Com que especialidade se relaciona

Entre as 16 especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia, as que se relacionam diretamente com zumbido e tontura são a Audiologia, um dos cinco campos originais da Resolução CFFa nº 320/2006, e a Otoneurologia, criada pela Resolução CFFa nº 718/2023. Quando a queixa aparece em pessoa idosa, a área conversa com a Gerontologia; quando está ligada ao ambiente de trabalho, com a Fonoaudiologia do Trabalho.

O título de especialidade é uma qualificação concedida pelo conselho, e pode ser conferido na consulta pública do CFFa. A página especialidades da fonoaudiologia explica cada uma.

O que perguntar na primeira consulta

Perguntas que ajudam a entender o processo, todas sobre o trabalho do profissional:

  • Como vai ser a avaliação e o que será observado nesta consulta?
  • A avaliação com o médico otorrinolaringologista faz parte do caminho? Como os profissionais trocam informação?
  • Se forem necessários outros procedimentos, quem os realiza e onde?
  • Como a pessoa recebe o resultado, e o que ele vai conter?
  • Se houver indicação de acompanhamento, como ele costuma ser organizado e como o andamento é reavaliado?
  • O atendimento pode ser feito pelo SUS ou pelo plano de saúde?

O caminho pelo SUS

Pelo SUS, a porta de entrada é a unidade básica de saúde. A equipe da unidade recebe a queixa, avalia e, quando há indicação, organiza o encaminhamento para a atenção especializada, que segue a regulação da secretaria municipal de saúde. O encaminhamento pode ser para consulta médica especializada, para avaliação fonoaudiológica ou para as duas.

Entre os pontos da rede especializada está o Centro Especializado em Reabilitação, o CER, definido na Portaria de Consolidação GM/MS nº 3/2017 e que pode ter a reabilitação auditiva entre as suas modalidades. O fluxo exato varia por município, e a unidade básica informa como ele funciona na cidade. O caminho está descrito em fonoaudiólogo pelo SUS e em o que é o CER.

No particular e pelo plano de saúde, a avaliação fonoaudiológica é feita por fonoaudiólogo inscrito no conselho regional, e a avaliação médica, por médico.

O que fazer depois, em todos os caminhos, é definido na avaliação, pelos profissionais que viram a pessoa. Esta página descreve a área e não substitui essa conversa.

Perguntas frequentes

Zumbido no ouvido, o que pode ser?
O Ministério da Saúde descreve o zumbido como um sintoma, e não como uma doença específica, com uma ou várias causas possíveis. Por isso, a resposta sobre o que ele é em cada pessoa só sai de uma avaliação profissional. O site não lista causas.
Quem devo procurar por causa do zumbido ou da tontura?
O cuidado costuma envolver o médico, em especial o otorrinolaringologista, e o fonoaudiólogo, que avalia a audição e o equilíbrio. Pelo SUS, a porta de entrada é a unidade básica de saúde.
O site indica exame ou tratamento para zumbido?
Não. Que exames são necessários e qual é a conduta são decisões de quem avalia a pessoa. O site explica a área e o caminho até a avaliação.
O que a fonoaudiologia tem a ver com tontura?
A Audiologia inclui a função vestibular, ligada ao equilíbrio, e a Resolução CFFa 718/2023 criou a especialidade Otoneurologia, voltada à avaliação e à reabilitação do sistema vestibular e do equilíbrio corporal.

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