Com quantos anos a criança começa a falar?
Esta resposta não é uma idade. Os marcos oficiais estão na Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, e são lidos na consulta de puericultura. Se existe uma dúvida, ela pode ir a essa consulta agora, sem esperar uma data.
Redação da Revista Top Saúde · Publicado em · Revisado em
Conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas, sem revisão clínica. As fontes estão listadas no fim da página.
Nesta página
Nesta página, 10 partes
- Por que a resposta não é uma idade
- O que são os marcos do desenvolvimento
- Onde os marcos estão publicados oficialmente
- A caderneta impressa e a digital
- Quem acompanha o desenvolvimento: a puericultura
- Como levar a sua dúvida para a consulta
- O que a internet não consegue fazer
- A fala é lida junto com o resto da história
- O que acontece se o profissional pedir uma avaliação
- Os dois caminhos para a avaliação
Esta página não traz um número. Ela explica onde estão os marcos oficiais do desenvolvimento, como eles são lidos e quem acompanha cada criança ao longo do tempo. E diz o que fazer agora, se há uma dúvida: levá-la à próxima consulta, ou a uma consulta marcada só para isso. Não é preciso esperar uma data para perguntar.
Por que a resposta não é uma idade
O desenvolvimento não segue um relógio único, e é por isso que ele é lido na consulta, com a história da criança. Um número publicado sozinho, numa página de internet, chega sem essa história e sem ninguém para interpretá-lo.
Quando alguém lê uma idade isolada à noite, preocupado, o número deixa de ser informação e passa a ser veredito. A família compara, conta nos dedos e tira uma conclusão que ninguém avaliou. Pode concluir que há um problema onde não há, ou pode se tranquilizar e deixar de levar uma dúvida real à consulta. Os dois caminhos são ruins.
Por isso este site não reproduz tabela de marcos, não cita idade como parâmetro e não diz o que uma criança deveria estar fazendo. Não é falta de informação. É uma escolha para que a informação chegue do jeito certo, pela fonte certa e com a pessoa certa ao lado.
O que são os marcos do desenvolvimento
Marcos do desenvolvimento são pontos de observação que ajudam os profissionais de saúde a acompanhar como a criança cresce e se desenvolve. Eles envolvem várias dimensões ao mesmo tempo: o movimento do corpo, a comunicação, a linguagem, a interação com as pessoas e a forma de brincar e explorar o mundo.
Um marco não é uma prova que a criança passa ou não passa. Ele é lido em conjunto com o restante da história da criança, com o que a família conta, com o que o profissional observa e com a evolução ao longo de várias consultas. Um ponto isolado diz pouco. O que interessa ao profissional é o percurso.
É por isso que os marcos fazem sentido dentro de um acompanhamento, e perdem o sentido fora dele. A mesma informação que, na consulta, ajuda o profissional a conversar com a família, fora da consulta pode virar um julgamento apressado.
Onde os marcos estão publicados oficialmente
No Brasil, os marcos do desenvolvimento infantil são publicados pelo Ministério da Saúde na Caderneta da Criança, também chamada de passaporte da cidadania. É ali que eles vivem, com o contexto e as orientações que o próprio ministério preparou.
Na consulta feita em 28/10/2026, a página oficial de publicações do Ministério da Saúde lista a 7ª edição revisada (2025) da caderneta do menino, publicada na página em 07/08/2025. Para a menina, a mesma página mostra a 7ª edição (2024). As edições anteriores também aparecem listadas.
A lista completa de edições fica na página Cadernetas e Cartões do Ministério da Saúde. A página da edição revisada do menino está em Caderneta da Criança, 7ª edição revisada. Quando o ministério publicar uma edição nova, esta página será revisada.
A caderneta impressa e a digital
A caderneta impressa costuma ser entregue à família na maternidade ou na unidade básica de saúde. Ela acompanha a criança nas consultas e reúne vacinas, medidas de crescimento, anotações dos profissionais e as informações sobre desenvolvimento.
Desde abril de 2025, a caderneta também existe em versão digital, como parte do aplicativo Meu SUS Digital, do Ministério da Saúde. Segundo o ministério, a versão digital traz o histórico de vacinas, o acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento e conteúdo educativo. O acesso exige conta gov.br da pessoa responsável e da criança. A caderneta impressa continua sendo distribuída.
A página oficial da versão digital é a Caderneta Digital da Criança. O aplicativo é descrito na página do Meu SUS Digital.
Quem acompanha o desenvolvimento: a puericultura
A caderneta não foi feita para ser lida sozinha. Ela é a ferramenta de uma consulta específica: a consulta de puericultura, que é o acompanhamento periódico da saúde, do crescimento e do desenvolvimento da criança.
Pelo SUS, a puericultura acontece na unidade básica de saúde, com a equipe que acompanha a família. No atendimento privado ou pelo plano de saúde, ela costuma ser feita pelo pediatra. Nos dois casos, é nessa consulta que os marcos são lidos com contexto, que a família conta o que observa e que o profissional decide se é preciso uma avaliação específica.
Quando o profissional entende que é preciso uma avaliação específica da fala, da linguagem ou de outra área, ele faz o encaminhamento. O caminho desse pedido está explicado na página sobre quem faz o encaminhamento.
Como levar a sua dúvida para a consulta
A dúvida da família é uma informação valiosa para o profissional. Ninguém convive tanto com a criança quanto quem cuida dela, e o que a família percebe no dia a dia entra na conversa da consulta.
Algumas coisas costumam ajudar essa conversa:
- levar a caderneta, impressa ou no aplicativo;
- anotar, com as suas palavras, o que gerou a dúvida e desde quando ela existe;
- anotar o que a escola ou a creche comentou, se comentou alguma coisa;
- levar as perguntas escritas, para não esquecer nenhuma na hora.
Não é preciso chegar com uma conclusão. É exatamente o contrário: a consulta existe para que a conclusão, se houver alguma, venha de quem avaliou a criança.
O que a internet não consegue fazer
Uma página como esta pode explicar o que são os marcos, onde estão e quem os acompanha. Ela não consegue observar a criança, ouvir a família, conhecer a história de saúde, comparar uma consulta com a anterior nem perceber o que só aparece no encontro presencial.
É por isso que este site não oferece nenhuma ferramenta em que se digita a idade e sai uma resposta. Qualquer resultado desse tipo seria uma conclusão sem avaliação, e uma conclusão sem avaliação pode errar nas duas direções.
Se a pergunta "com quantos anos a criança começa a falar" chegou até aqui por causa de uma preocupação concreta, a página atraso na fala não é diagnóstico explica a diferença entre uma queixa e uma conclusão. E a página sobre como é uma avaliação fonoaudiológica descreve o que acontece quando há encaminhamento para o fonoaudiólogo.
A fala é lida junto com o resto da história
Para quem acompanha a criança, a fala é lida junto com a história de saúde, com o que a família conta e com o que foi registrado nas consultas anteriores. É por isso que a pergunta sobre uma criança específica só tem resposta no acompanhamento dela, e não numa página que serve a todas.
O que acontece se o profissional pedir uma avaliação
Se, na puericultura, o profissional entender que vale uma avaliação com fonoaudiólogo ou com outro profissional, ele faz o pedido e explica o motivo. O pedido não é um diagnóstico. Ele registra que alguém habilitado quer olhar com mais atenção, e é a avaliação que vai dizer o que há para acompanhar, se houver.
Pelo SUS, em geral, esse pedido segue o fluxo da secretaria de saúde do município, que organiza o acesso aos serviços especializados. Pelo plano de saúde, a família procura um profissional da rede credenciada com o pedido em mãos. No particular, a família agenda direto com o profissional. Em qualquer caminho, vale guardar uma cópia do pedido e anotar a data em que ele foi feito.
Se a família tiver dúvida sobre o que foi dito na consulta, pode perguntar de novo, pedir que o profissional escreva o motivo do encaminhamento ou voltar à unidade para conversar. Entender o pedido faz parte do cuidado, e o profissional que acompanha a criança é a pessoa certa para essa conversa.
Os dois caminhos para a avaliação
Pelo SUS, a porta de entrada é a unidade básica de saúde. É lá que acontece a puericultura, é lá que a dúvida da família pode ser levada a qualquer momento e é a equipe da unidade que, havendo indicação, encaminha para a avaliação com fonoaudiólogo ou outro profissional. A página sobre fonoaudiólogo pelo SUS descreve esse caminho.
Pelo privado ou pelo plano de saúde, o caminho costuma começar no pediatra que acompanha a criança, que conversa com a família, observa e, se for o caso, encaminha. A família também pode procurar diretamente um fonoaudiólogo para uma avaliação. Pelos dois caminhos, quem define se há algo a acompanhar é o profissional habilitado, na avaliação presencial, e não uma idade lida na internet.
Perguntas frequentes
Por que este site não publica a idade em que a criança começa a falar?
Onde encontro a Caderneta da Criança?
Qual é a edição atual da caderneta?
O que é a consulta de puericultura?
Tenho uma dúvida sobre a fala da criança. Por onde começo?
Fontes
- Caderneta da Criança: menino, passaporte da cidadania, 7ª edição revisada (Ministério da Saúde, 2025)consultada em 28/10/2026
- Cadernetas e Cartões, lista de edições da Caderneta da Criança (Ministério da Saúde)consultada em 28/10/2026
- Caderneta Digital da Criança (Ministério da Saúde)consultada em 28/10/2026
- Caderneta de Saúde da Criança agora está disponível no aplicativo Meu SUS Digital (Ministério da Saúde, 10/04/2025)consultada em 28/10/2026
- Meu SUS Digital (Ministério da Saúde)consultada em 28/10/2026
Leia também no caderno
Atraso na fala: o que fazer e quando procurar avaliação
Quando a fala da criança preocupa: a queixa não é conclusão nem diagnóstico. O primeiro passo, quem encaminha e como pedir avaliação pelo SUS ou no privado.
Avaliação fonoaudiológica: como é e o que esperar
O que acontece na consulta de avaliação fonoaudiológica de uma criança: conversa com a família, observação e os encaminhamentos possíveis, no SUS e no privado.
Encaminhamento para fonoaudiologia: quem faz e como pedir
Quem encaminha para fonoaudiologia e terapia ocupacional no SUS e no privado, o papel da escola, como pedir e o que fazer quando o encaminhamento não vem.
Viu algo errado nesta página? Sugerir correção.
Os dois caminhos
Pelo SUS
Fono e terapia ocupacional pelo SUS. A porta de entrada é a unidade básica de saúde, que encaminha para o serviço especializado quando a equipe considera necessário.
Por cidade
Quem atende na sua cidade. Estabelecimentos de fonoaudiologia e de terapia ocupacional por cidade, com o nível de confirmação de cada um.
