Um vídeo que viralizou no TikTok levantou dúvidas sobre a segurança do uso de toucas de cetim para dormir. Nas imagens, uma mulher relatou que contraiu uma infecção bacteriana na testa após usar o acessório e precisou ser hospitalizada para tratar o problema.
A touca de cetim é usada como barreira física para proteger os fios do contato com tecidos mais ásperos, como o algodão das fronhas. O objetivo é prevenir a quebra e a desidratação dos cabelos durante a noite. Embora alguns vendedores afirmem que a touca ajuda o couro cabeludo a respirar, não há evidências científicas disso. Qualquer cobertura naturalmente abafa os cabelos, variando apenas a intensidade.
O uso inadequado da touca pode facilitar o aparecimento de infecções no couro cabeludo e na pele ao redor. Micro-organismos que vivem na superfície do corpo podem se proliferar sob a touca. O problema mais comum é causado por fungos, que se desenvolvem em ambientes abafados e úmidos. Isso ocorre quando a pessoa lava o cabelo e não o seca direito ou sua durante a noite.
Infecções bacterianas, como a foliculite, são menos comuns, mas também podem acontecer. A foliculite é uma inflamação dos folículos pilosos, geralmente causada pela bactéria Staphylococcus aureus. Para que a infecção ocorra, é preciso haver alguma irritação ou ferida prévia na pele.
Para evitar infecções, alguns cuidados são recomendados. O cabelo deve estar o mais seco possível antes de colocar a touca para dormir. A touca não deve ficar muito apertada, para permitir a passagem de ar. O cetim, por ser um material sintético, retém mais calor que a seda, um tecido mais respirável.
Medidas de higiene também reduzem os riscos. A touca não deve ser compartilhada com outra pessoa. O acessório precisa ser lavado pelo menos uma vez por semana, ou com mais frequência se for usado sobre o cabelo úmido. Em caso de coceira persistente, vermelhidão ou descamação no couro cabeludo, o uso da touca deve ser evitado e um dermatologista deve ser consultado.

